um corpo para muitas almas
reencarnação às avessas
o ator merece palmas
AC – Sampa 07/06/2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Seis horas
Um sino tange
um som pungente
de velhos poetas
na volta do tempo
Há sombras de nuvens que passam
devagar como se parassem
e um antiquado sol amarelado
na beira da estrada apascentando ovelhas
Uma poeirinha
subindo de mansinho
qual tímida nuvenzinha
que vai sumindo devagarinho
até ficar paradinha e fininha
penduradinha no ar bem quietinha
Então
mais parado ainda
recomeça o lento movimento lento
e a gema de ovo do sol
vai cair na frigideira do ocaso
na floresta fogueira imensa
e o horizonte em volta dele-gema
fica coalhado de nuvens-claras
e quando bem frito fica pronta
a bela noite-estrelada
Alberto Centurião
Sampa, lá pelos anos 70
um som pungente
de velhos poetas
na volta do tempo
Há sombras de nuvens que passam
devagar como se parassem
e um antiquado sol amarelado
na beira da estrada apascentando ovelhas
Uma poeirinha
subindo de mansinho
qual tímida nuvenzinha
que vai sumindo devagarinho
até ficar paradinha e fininha
penduradinha no ar bem quietinha
Então
mais parado ainda
recomeça o lento movimento lento
e a gema de ovo do sol
vai cair na frigideira do ocaso
na floresta fogueira imensa
e o horizonte em volta dele-gema
fica coalhado de nuvens-claras
e quando bem frito fica pronta
a bela noite-estrelada
Alberto Centurião
Sampa, lá pelos anos 70
domingo, 22 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ponto Morto
Os tempos se exauriram
Os caminhos se fecharam
Os filões são esgotados
Aquelas veredas abertas há cem ou duzentos anos
nos trouxeram aonde estamos
mas não nos levam além
Parados em pleno desvio
Aqui agora livres
Desarraigados desapegados desprogramados
Desabitados das velhas idéias
Desabituados de antigos procedimentos
Desaculturados
Sem já mais prestar culto aos ancestrais
Cruzamos a linha de chegada pisando fundo no ponto de partida
Onde tudo se acaba é que tudo se inicia
É bom que me lembre antes que me esqueça
Afinal todo fim é um novo começo
Quando engato o ponto morto aí mesmo é que ressuscito.
Alberto Centurião
Sampa, 23/11/2007
Os caminhos se fecharam
Os filões são esgotados
Aquelas veredas abertas há cem ou duzentos anos
nos trouxeram aonde estamos
mas não nos levam além
Parados em pleno desvio
Aqui agora livres
Desarraigados desapegados desprogramados
Desabitados das velhas idéias
Desabituados de antigos procedimentos
Desaculturados
Sem já mais prestar culto aos ancestrais
Cruzamos a linha de chegada pisando fundo no ponto de partida
Onde tudo se acaba é que tudo se inicia
É bom que me lembre antes que me esqueça
Afinal todo fim é um novo começo
Quando engato o ponto morto aí mesmo é que ressuscito.
Alberto Centurião
Sampa, 23/11/2007
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domingo, 30 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
pressentimento
a água escoada volta à fonte
ideias idas voltam à mente
o sol poente volta ao nascente
o ano passado está presente
no ano que se pressente.
ideias idas voltam à mente
o sol poente volta ao nascente
o ano passado está presente
no ano que se pressente.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Giuseppe Ungaretti - Um poema, três leituras
Da quella stella all’altra
Si carcera la notte
In turbinante vuota dismisura,
Da quella solitudine di stella
A quella solitudine di stella.
(Giuseppe Ungaretti)
Entre essa e aquela estrela
Um espaço em branco
Onde a noite é mais preta
Imenso infinito desmedido vácuo
De uma estrela solitária
À solidão de outra estrela
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de Roberto Prado http://robertoprado.blogspot.com/)
Daquela estrela
Até a outra
Se estende cativa a noite
No excessivo vazio
Vertiginoso vazio
Da solidão que se mede
Daquela estrela
Até a outra
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de San http://nervosa-san.blogspot.com/)
De estrelas cercada
A noite aprisionada
No turbilhão do nada
De uma estrela só
A outra estrela só
Mais nada?
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de Alberto Centurião)
Sexta-feira, Agosto 13, 2010
Si carcera la notte
In turbinante vuota dismisura,
Da quella solitudine di stella
A quella solitudine di stella.
(Giuseppe Ungaretti)
Entre essa e aquela estrela
Um espaço em branco
Onde a noite é mais preta
Imenso infinito desmedido vácuo
De uma estrela solitária
À solidão de outra estrela
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de Roberto Prado http://robertoprado.blogspot.com/)
Daquela estrela
Até a outra
Se estende cativa a noite
No excessivo vazio
Vertiginoso vazio
Da solidão que se mede
Daquela estrela
Até a outra
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de San http://nervosa-san.blogspot.com/)
De estrelas cercada
A noite aprisionada
No turbilhão do nada
De uma estrela só
A outra estrela só
Mais nada?
(Giuseppe Ungaretti - versão brasileira de Alberto Centurião)
Sexta-feira, Agosto 13, 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A traça do tempo
A água corre
O tempo corre
A gente corre
A vida passa
A uva passa
A gente passa
A água o tempo
A vida a uva
A gente traça
Alberto Centurião
Sampa, 17/12/2010
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