sábado, 25 de maio de 2019

Aldilá


Faísca do Eterno
Um raio de amor
Num coração materno
Aldilá / Psicografia AC

sábado, 18 de maio de 2019

Amplo Espectro - O grande livro do poeta Roberto Prado


Transcrevo aqui o prefácio que tive a honra de escrever.



Amplo Espectro – Prefácio
Alberto Centurião

Seres multifacetados que somos, em múltiplas personas nos manifestamos; porém existe uma delas que mais nos mostra e revela. Pois a persona poeta é aquela que mais se afeiçoa à protoface pessoa, porque de todos os feitos manifestos do sujeito é a poesia seu jeito de mostrar-se o mais inteiro e perfeito, para seu próprio deleite. São muitos Robertos Prado, mas a persona poeta do sujeito indigitado é aquela a que me refiro aqui nestas maltraçadas. Não falo, pois, da pessoa, mas da persona poeta. Por certo, a que mais chega perto do nosso amigo Roberto, mais conhecido por Beco.

Pelo conjunto da obra, Roberto Prado está entre os grandes de sua geração e se destaca em meio àquela chusma de bravos que, há meio século, aquartelados em Curitiba, produzem essa beleza grátis, perfeita, natural a que chamamos poesia, que vira música, que vira teatro, que vira slogan, que vira e mexe invade a vida e causa espécie, espanto e alumbramento.

Do alto de seus quase dois metros de estatura física, está em posição privilegiada para lançar mira sobre o mundo, a caçar mazelas e belezas, em busca de inspiração e motivo para essa obra de amplo espectro, destilada neste tomo e diluída em inúmeros solos e parcerias que se espraiam por outras praias – o cinema, a música, o teatro, a crônica, o conto, a tradução e a novela literária – além das tarefas do ganha-pão com o jornalismo, a propaganda e o marketing – e de nutrir sua numerosa prole com pão e poesia, amor e filosofia.

Manuel Bandeira declarava-se poeta menor, (1) por suas características de temática e linguagem, em contraste com os ditos poetas maiores, grandiloquentemente voltados a temas sociais e universais. Já Roberto Prado passeia com desenvoltura por grandes e pequenos temas, sabendo ser épico e confessional, filosófico e romântico, místico e satírico; ao tratar com igual desenvoltura microcosmos e macrocosmo, paixões e revoluções, sua lira soe soar contrapontos de infinitos e infinitésimos, tragédia e farsa, filosofia mística e miséria social. Sendo de sua natureza ser poeta maior e menor, produziu a obra de amplo espectro contida neste tomo, sob o título que de certa forma, inadvertidamente ou não, o classifica e define.

Trinando com igual desenvoltura sua voz pelas escalas maior e menor, alevanta-se na rara condição de poeta de amplo espectro. Humildemente carismático, sabe ser confessional sem pieguice e descer aos detalhes sem perder perspectiva. Navega no mar das emoções sem afogar-se num rio de lágrimas, discreto e marcante, coerente e contraditório, múltiplo e único. Recatado sem timidez, respeitoso sem subserviência, alegre sem euforia, grandioso sem grandiloquência, engajado sem ser panfletário, delicado sem fragilidade e vigoroso sem pesar a mão, sua poesia é sofisticada sem hermetismo, descomplicada e complexa, requintada sem ostentação, simples com estilo e veemente sem imposição. Como ele não disse, mas poderia ter dito: É pouco ou vai querer mais?

segunda-feira, 18 de julho de 2016

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ensimesmado
em si mesmo
encarcerado

AC - Sampa, 18/07/2016

quarta-feira, 3 de junho de 2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

vida arte fato

o poeta é o artífice
a poesia o artifício
o poema o artefato

(AC - Sampa, 10/04/2015)